Quando o amor que alegra também faz sofrer,
Quando a paixão que afaga também faz doer,
Quando o caminho que conduz também faz tropeçar,
Quando o chão que apara está pronto para enterrar.
Quando o abraço que aquece também quer aprisionar.
Quando ódio e amor se misturam no mesmo olhar,
Quando a vítima se culpa por amar e odiar,
Quando a dor e o amor dançam no mesmo compasso,
Quando a linha que os separa é tênue, pequeno traço,
O que fazer, meu Deus, o que fazer?
Uma vida pela frente para viver
E na mesma vida o risco de morrer.
Viver intensamente ou preservar a segurança?
Separar o amor da dor ou esperar que a morte os separe?